O combate no cotidiano profissional 2018-12-07T17:51:42+00:00

COMBATE NO COTIDIANO PROFISSIONAL

Esta seção reúne relatos de experiências de assistentes sociais no combate ao racismo no exercício profissional.
Se você, assistente social, promoveu ou promove alguma ação de combate ao racismo no seu cotidiano profissional, como oficina e reuniões, compartilhe com a gente sua experiência.

Queremos saber qual foi sua ação, quantas pessoas foram abordadas nessa ação e, se puder, o envio de uma foto registrando a atividade.

É preciso preencher corretamente o formulário abaixo, respeitando as seguintes orientações:

  • Nome completo;
  • Número de registro no CRESS;
  • Cidade/Estado;
  • Relato breve da ação que promoveu (máximo de três parágrafos ou 1500 caracteres);
  • Número de pessoas aproximadamente atingidas pela ação;
  • E-mail.
  • Fotos da ação (duas no máximo)

Após envio do formulário, você receberá um aviso da Comissão da Campanha Assistentes Sociais no Combate ao Racismo sobre a possibilidade de publicação da sua experiência.


  No dia 15 de maio de 2019, foi realizado o Seminário em comemoração ao Dia do/a Assistente Social, tendo como temas centrais os seguintes: "assistentes sociais contra o racismo: se cortam direitos, quem é preta e pobre sente primeiro" e “as atribuições e competências do/a assistente social”. Este evento foi organizado pela câmara técnica formada pelos assistentes sociais da secretaria do trabalho e assistência social (Setas), que nos apoiou em tudo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ibiapina. O evento foi realizado na Câmara dos Vereadores de Ibiapina, teve como público-alvo todos os assistentes sociais do município e estudantes de Serviço Social das faculdades da região norte, além da rede socioassistencial do município. Foi um momento importantíssimo para dialogarmos com a categoria sobre esse tema tão relevante e tão necessário para o nosso cotidiano. O conteúdo exposto foi baseado nos materiais disponibilizado por esta plataforma, além de materiais disponibilizado pelo CFESS-CRESS.  

GLADSTON FERREIRA DA SILVA
(IBIAPINA/CE)

  Este relato se trata de um projeto de intervenção realizado pelas residentes de Serviço Social do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES), no Dia do/a Assistente Social, para falar da história da profissão, as pautas que defendemos e debater sobre a campanha do triênio (Assistentes Sociais no Combate ao Racismo). Usamos como base a árvore criada por Arthur Bispo do Rosário, apresentada na edição de 2011 do Código de Ética do Serviço Social. Trabalhamos com palavras que expressam as lutas da profissão e que pudessem gerar um debate de total compreensão aos/às usuários/usuárias do SUS que acessam a instituição na qual estamos inseridas. A equipe de residentes em Serviço Social realizou a atividade nos quartos dos/das usuários internados, inicialmente contando sobre a história da profissão, enfatizando o momento da virada em que assumimos uma defesa à classe trabalhadora (explicando em detalhes o que é esta categoria e refletindo sobre a necessidade de nos reconhecermos como parte dela). A partir disso, entregamos palavras aos/às usuários/usuárias para apresentarem suas próprias concepções sobre os temas que queríamos debater, os quais giravam em torno do combate ao racismo e qualquer outro tipo de opressão, direitos da classe trabalhadora e o compromisso do Serviço Social com os/as usuários/usuárias. Em todos os quartos os debates foram incríveis e a maioria dos/das usuários/usuárias participantes passaram a se apropriar do termo classe trabalhadora e, ao falar sobre o racismo, os/as usuários/usuárias negros e negras se posicionavam, contando suas experiências cotidianas, reforçando, direta e indiretamente, o racismo estrutural que atravessa a sociedade.  

KARINA MENDES VICENTE RAMOS
(CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ES)

  A experiência abaixo mencionada ocorreu no Centro de Referência para pessoas em Situação de Rua - Centro Pop de Natal (RN). Trata-se de um projeto de intervenção de estágio supervisionado II do curso de Serviço Social da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) denominado "PERGUNTAR A COR NÃO OFENDE": A IMPORTÂNCIA DO DEBATE ÉTNICO-RACIAL DO TRABALHO PROFISSIONAL JUNTO A POPULAÇÃO DE RUA" do estudante Luis Inácio da S. Medeiros, sob a supervisão da assistente social Luciane de Cássia Souza. Realizado entre fevereiro e maio de 2019, o projeto consistiu em 3 (três) atividades: 1º - A inclusão do quesito raça/cor nos prontuários elaborados para admissão de usuários novos no serviço; 2º - Roda de Conversa facilitada pelo assistente social João Paulo Diogo com a equipe multidisciplinar sobre a importância da coleta de dados sobre raça/cor na politica da assistência social; 3º - Roda de Conversa com os usuários do serviço, onde foi exibido um vídeo ilustrando os dados sobre as desigualdades entre negros e brancos no Brasil, em que provocamos os participantes para falar sobre preconceito racial e discriminações presenciado e/ou vivenciados. Nessas ações, percebemos que há dificuldade entre os trabalhadores (usuários e equipe multidisciplinar) de se auto-reconhecer enquanto negros e negras. Segundo a nossa avaliação isso ocorre devido a associação negativa que a construção cultural impõe sobre a cor negra. Ex.: "Serviço de preto" (sinônimo de Incompetência), "Branco correndo na rua está atrasado, preto correndo na rua é ladrão" (associado a crime); Avaliamos também que o forte caráter do racismo institucional que marca a política de assistência social com o desfinanciamento e a precarização das condições de trabalho haja vista seu público-alvo serem as pessoas pobres majoritariamente negras.  

Luciane de Cássia Souza
(Natal-RN)

  Essa foi uma palestra ministrada para um grupo de Jovens do município da cidade de Senhora dos Remédios, Estado de Minas Gerais, que fazem parte do Parlamento Jovem. Eles estão trabalhando, durante esse ano, o tema' Discriminação Étnico-Racial' e eu' Assistente Social do CRAS' fui convidada para falar sobre o subtema 1 - Desigualdade socioeconômica. Estavam presentes cerca de 30 jovens e adolescentes.  

SIMONY DOS REMÉDIOS DORNELAS SANTOS
(SENHORA DOS REMÉDIOS MG)

  Este relato se trata de um projeto de intervenção, realizado no campo de estágio, no programa Rito/Jovem aprendiz do Centro Cultural Escrava Anastácia em Florianópolis – SC. A realização do projeto de intervenção é atividade obrigatória no curso de Serviço Social da UFSC, e posteriormente foi delimitado como objeto de análise do meu TCC sob orientação da Drª Carla Rasane Bressan. O projeto de intervenção abordou a questão do racismo e da discriminação étnico-racial e os desdobramentos no cotidiano dos jovens, principalmente no acesso aos seus direitos básicos. Visou a trabalhar o fortalecimento da autoestima da juventude das comunidades empobrecidas da Grande Florianópolis; facilitar a compreensão e a reflexão sobre o tema questão racial e seus desdobramentos; fomentar a discussão e participação dos jovens em diferentes espaços (conselhos, coletivos, etc.); informar sobre Leis relativas as ações afirmativas. Foram realizadas quatro oficinas, nos dias 24 e 25 de maio de 2016, nos períodos matutinos e vespertino, com 82 jovens de ambos os sexos, entre 14 e 22 anos. Nas oficinas utilizou-se de materiais audiovisuais, explanação da temática, roda de conversa e material informativo, além de trabalhos em grupos com elaboração de cartazes, apresentação dos mesmos e avaliação da temática trabalhada com a presença do Coletivo de alunas/os negras/os da UFSC (Coletivo Kurima). A experiência permitiu apreender a percepção dos jovens quanto ao seu pertencimento étnico racial, demonstrou a falta do debate do tema nas diferentes instituições e espaços de socialização, sendo alguns dos exemplos o trabalho, a comunidade e a escola.  

Sandra Santos Costa
(Florianópolis - SC)

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