Sobre o Racismo 2018-11-18T22:33:35+00:00

VAMOS FALAR SOBRE O RACISMO

Na luta contra o racismo é importante enfatizar dados que demonstram a sua presença como um traço marcante da sociedade brasileira e dizer que isso reflete tendências mundiais de segregação e extermínio, atualizadas pela dinâmica da crise capitalista.

Nas expressões do racismo que a campanha destaca, existe um fator comum que é alarmante: O Estado brasileiro é racista. Como? Deixando de financiar serviços essenciais à maioria da população, atingindo sistematicamente o direito à vida de negros e negras brasileiros/as.

Por isso, os cartazes são as peças-chaves da campanha.

Sempre trazem um mote criativo (slogan) sobre a expressão do racismo em debate, uma fotografia que simboliza ora a violência do racismo, ora a resistência contra o racismo, e reúne os dados que comprovam que a população negra é alvo de racismo cotidianamente.

Novos cartazes serão lançados de tempos em tempos, conforme planejamento da campanha, que se encerrará em 2020.

Os temas são definidos de acordo com a Comissão Organizadora da Campanha, que recebe também sugestões dos CRESS e da categoria de assistentes sociais.

Ao todo, serão lançados ao menos oito cartazes com temáticas diferentes até o final da campanha.

EXPRESSÕES DO RACISMO

O racismo no acesso ao saneamento no Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)/Síntese de Indicadores Sociais de 2015, o percentual de pessoas negras que vivem condições precárias de saneamento, sem acesso simultâneo a água, esgoto e coleta de lixo, é quase o dobro do de pessoas brancas. Na falta de água e na sobra de esgoto transborda racismo.

O racismo contra as religiões afro-brasileiras e de matrizes africanas

Segundo um balanço do Disque 100 do ano de 2017 sobre discriminação religiosa, cerca 40% dos registros de denúncias envolvem racismo contra religiões como Umbanda, Candomblé, entre outras. Minha fé não é motivo para sua violência!

O racismo contra as mulheres negras.

Segundo o Dossiê Feminicídio: Mulheres Negras e Violência no Brasil, da Agência Patrícia Galvão, de 2015, as mulheres negras estão entre 58,86% das vítimas de violência doméstica; 53,6% das vítimas de mortalidade materna; 65,9% das vítimas de violência obstétrica; 68,8% das mulheres mortas por agressão; e 56,8% das vítimas de estupros. A violência e a dor miram gênero e cor!